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Simulador de Aportes Mensais 2026

Quanto rendem seus aportes mensais ao longo do tempo? Simule em valor nominal e ajustado pela inflação.

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Quanto rendem seus aportes ao longo do tempo

Defina capital, aporte, rentabilidade e período. Resultado em tempo real, em valor nominal e em poder de compra atual.

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Resultado em tempo real. Veja quanto seu dinheiro vai render com aportes constantes e ajuste pela inflação.

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Responsabilidade Editorial

Nossas calculadoras são utilizadas para cálculos em geral. É importante lembrar que os resultados dos cálculos podem estar sujeitos a variações, pois podem existir fatores que não foram levados em consideração durante o cálculo e que podem influenciar no resultado final.

Como funciona

Aportes mensais: consistência cria patrimônio

O motor do aporte mensal e por que ele bate o capital inicial

Quem investe só uma vez deixa o dinheiro crescer apenas na velocidade dos juros. Quem aporta todo mês transforma renda em patrimônio, e essa é a diferença entre acumular pouco e acumular muito ao longo do tempo. O aporte é o motor, o capital inicial é só o ponto de partida.

  • Aporte mensal: o motor de crescimento real do patrimônio. É o que separa investidor amador de quem chega lá.
  • Tempo: o multiplicador mais barato e poderoso. Ele entra no expoente da fórmula dos juros compostos.
  • Rentabilidade: importa, mas perde para os dois acima na maioria dos planejamentos longos.

Em uma simulação típica de 30 anos com aporte de R$ 500 ao mês e taxa de 0,8% ao mês, mais de 75% do patrimônio final é resultado de juros sobre juros, não do que foi colocado. A matemática é a mesma para qualquer pessoa, o que muda é a consistência.

Valor nominal e valor real: a diferença que muda tudo no longo prazo

Imagine que sua simulação mostra R$ 1.000.000 no fim de 30 anos. Parece muito dinheiro. Mas com inflação média de 4,5% ao ano, esse valor terá poder de compra equivalente a aproximadamente R$ 267.000 em valores de hoje. A diferença entre o número de tela e o que ele compra de fato é o que separa um plano realista de uma ilusão.

  • Valor nominal: o número absoluto que vai aparecer na corretora. Útil para acompanhar o saldo da conta.
  • Valor real: o mesmo valor descontando a inflação acumulada. Útil para saber o quanto o dinheiro vai sustentar a vida que você quer.

Para qualquer planejamento acima de 10 anos, sempre use o valor real como referência. Aposentadoria, faculdade dos filhos, casa própria, todos esses objetivos precisam ser pensados em poder de compra atual.

Exemplo: Carla, 30 anos, R$ 600 por mês até os 55

Carla tem 30 anos, R$ 5.000 guardados em Tesouro Selic e quer começar a investir pensando em aposentadoria antecipada. Ela define um aporte mensal de R$ 600 e escolhe uma carteira mista que entrega cerca de 0,8% ao mês em valor nominal.

  1. Capital inicial: R$ 5.000,00.
  2. Aporte mensal: R$ 600,00 por 25 anos.
  3. Total aportado: 5.000 + (600 × 12 × 25) = R$ 185.000.
  4. Montante nominal aos 55 anos: aproximadamente R$ 745.000.
  5. Montante em poder de compra de hoje (descontando 4,5% de inflação ao ano): aproximadamente R$ 248.000.

Carla aportou R$ 185.000 em 25 anos e terminou com poder de compra real de R$ 248.000. A diferença é fruto da rentabilidade real, ou seja, o que sobrou de juro depois de pagar a inflação. Esse é o ganho efetivo do investidor disciplinado.

Que rentabilidade usar para cada classe de ativo em 2025

  • Tesouro Selic e CDB DI: aproximadamente 0,9% ao mês em valor nominal. Acompanha a Selic, oscila com a política monetária.
  • Tesouro IPCA+: paga IPCA somado a uma taxa real entre 6% e 7% ao ano. Protege contra inflação no longo prazo, ideal para metas distantes.
  • LCI e LCA: tipicamente 90% a 95% do CDI, isentas de IR. Carência costuma ser de 90 dias a 2 anos.
  • FIIs (fundos imobiliários): dividendos costumam render entre 8% e 12% ao ano, mais variação do preço da cota. Tributação de imposto sobre venda, mas dividendos isentos.
  • Ações e ETFs de Ibovespa: média histórica próxima de 12% a 15% ao ano em valor nominal, com volatilidade significativa em janelas curtas.
  • Carteira balanceada típica: ponderada por 70% renda fixa e 30% variável, a expectativa de longo prazo costuma ficar entre 0,7% e 0,9% ao mês.

Para iniciantes, 0,8% ao mês em valor nominal é uma referência conservadora e realista.

Automatize o aporte ou ele não acontece

  • Programe transferência automática: configure no app do banco para o dia em que o salário cai. O dinheiro sai antes de qualquer decisão de gasto.
  • Use compra programada do Tesouro Direto: a B3 permite agendar compras mensais automáticas de Tesouro Selic, IPCA+ e Prefixado.
  • Investimento automático de corretora: corretoras como XP, Rico, BTG, Nuinvest e Inter têm aporte programado para fundos selecionados.
  • Não dependa da memória mensal: estudos mostram que investidores manuais pulam em média 3 a 4 meses por ano, geralmente em períodos justos. A janela perdida custa muito no resultado final.

A maior parte do retorno de uma carteira de aporte mensal vem da disciplina, não da escolha de ativo. Quem aporta sempre, mesmo em quantia menor, vence quem promete aportar muito depois.

Erros comuns na hora de simular aportes

  • Usar rentabilidade otimista demais: 2% ao mês livres de risco não existem. Quando aparece, costuma ser fraude ou marketing enganoso. Use no máximo a média histórica do CDI mais um spread realista.
  • Ignorar a inflação: simular em valor nominal e celebrar o resultado leva a metas subdimensionadas. Sempre olhe o valor real para objetivos longos.
  • Esquecer o imposto de renda: para renda fixa tributável, descontar 15% sobre os juros muda o resultado líquido. LCI, LCA e debêntures incentivadas são isentas para pessoa física.
  • Confiar em previsão de retorno de fundo de varejo: muitos fundos cobram taxa de administração alta e entregam menos que Tesouro Selic. Compare custo total antes de aportar.
  • Aportar sem reserva de emergência: quem investe em renda variável sem ter colchão é forçado a vender mal quando aparece imprevisto.
  • Parar de aportar na crise: justamente quando o mercado está descontado é quando os aportes valem mais. Ajuste o valor se precisar, mas não zere.
Dúvidas frequentes

Perguntas sobre aportes mensais

  • Qual a diferença entre montante nominal e montante real?

    Montante nominal é o valor de face, o número que aparece na sua corretora ou carteira no fim do período. Montante real é esse mesmo valor descontado da inflação acumulada, ou seja, quanto isso vai comprar em poder de compra equivalente ao de hoje. Para metas longas, sempre olhe o valor real, porque é ele que diz se o investimento sustenta o padrão de vida desejado.

  • Que rentabilidade usar como referência?

    Tesouro Selic e CDB DI pós-fixado pagam cerca de 0,9% ao mês em 2026, acompanhando a Selic. Tesouro IPCA+ paga inflação somada a uma taxa real de 6% a 7% ao ano. Fundos imobiliários costumam render 8% a 12% ao ano em dividendos, mais variação de cota. Ações e ETFs de Ibovespa têm média histórica de 12% a 15% nominais. Para projeções conservadoras, use 0,6% ao mês reais.

  • Qual inflação anual usar para projeção?

    A meta oficial do Banco Central é 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Na prática, a inflação medida pelo IPCA tem girado entre 4% e 5,5% ao ano nos últimos anos. Para projeções longas e conservadoras, use 4,5% ao ano, que fica mais próximo da realidade brasileira de longo prazo do que o piso da meta.

  • Como considerar aportes crescentes ao longo do tempo?

    A calculadora assume aportes constantes em valor. Para refletir aportes crescentes (com aumento salarial ou correção pela inflação), faça simulações em janelas de 5, 10 e 20 anos com aportes diferentes, ou eleve o aporte do início para uma média ponderada do período. Outra opção é usar o aporte médio esperado dos próximos cinco anos, que costuma capturar bem o efeito.

  • Aportar mais por menos tempo ou menos por mais tempo?

    Tempo bate valor. Quem aporta R$ 200 por mês durante 30 anos a 0,8% ao mês acumula cerca de R$ 510 mil. Quem aporta R$ 500 por mês durante 12 anos na mesma taxa termina com R$ 130 mil, mesmo aportando quase o mesmo total. O motivo: o tempo entra no expoente da fórmula dos juros compostos, enquanto o aporte entra na base. Começar cedo vale mais.

  • Quanto é possível acumular em 25 anos partindo do zero?

    Com R$ 5.000 de capital inicial e aporte de R$ 600 por mês a 0,8% ao mês nominal, dá para acumular cerca de R$ 740.000 em 25 anos. Descontando inflação de 4,5% ao ano, o poder de compra equivale a aproximadamente R$ 250.000 de hoje. O total aportado foi R$ 185.000, ou seja, mais de dois terços do patrimônio final vêm dos juros compostos.

  • Esse cálculo considera impostos?

    Não. A simulação trabalha com rentabilidade bruta. Em renda fixa tributável (CDB, Tesouro, fundos), a alíquota de IR varia de 22,5% a 15% conforme o prazo, na tabela regressiva. LCI, LCA e debêntures incentivadas são isentas para pessoa física. Para projeção líquida real, aplique a alíquota estimada sobre os juros acumulados antes de comparar com metas em poder de compra.

  • O que muda se eu parar de aportar antes do prazo?

    O patrimônio continua rendendo, mas perde o motor mais importante. Parar de aportar aos 50 anos quando o plano era ir até 65 pode derrubar o resultado final em 40% ou mais, dependendo da taxa. A constância importa mais do que o valor. Em momentos de aperto, prefira reduzir temporariamente o aporte em vez de zerar, e retome o valor cheio assim que possível.

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