Calculadoras Financeiras

Calculadora de Juros Compostos 2026

Veja seu dinheiro crescer exponencialmente. Capital, aportes e tempo, o trio mais poderoso das finanças pessoais.

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Simule juros compostos

Resultado em tempo real. Veja o poder dos juros sobre juros com aportes mensais e capital inicial.

Aumento aplicado ao aporte mensal a cada mês ou a cada ano.
Responsabilidade Editorial

Nossas calculadoras são utilizadas para cálculos em geral. É importante lembrar que os resultados dos cálculos podem estar sujeitos a variações, pois podem existir fatores que não foram levados em consideração durante o cálculo e que podem influenciar no resultado final.

Como funciona

Juros compostos: a 8ª maravilha do mundo

Juros simples ou juros compostos: a diferença real

Em juros simples, a remuneração sempre incide sobre o capital inicial. Em juros compostos, incide sobre o saldo acumulado, que cresce a cada período.

Um exemplo concreto: R$ 1.000 aplicados a 10% ao ano em juros simples rendem R$ 100 todo ano, sem variação. Em juros compostos, o primeiro ano também rende R$ 100, mas o segundo ano paga 10% sobre R$ 1.100, ou seja, R$ 110, deixando o total em R$ 1.210. No terceiro ano, 10% sobre R$ 1.210, e assim por diante.

O efeito parece pequeno no início, mas a curva foge. Em 30 anos, o mesmo R$ 1.000 a 10% ao ano vira R$ 17.449 em juros compostos contra apenas R$ 4.000 em juros simples. A diferença é maior que o capital somado a todos os juros simples possíveis.

Os três ingredientes do crescimento

Todo cálculo de juros compostos depende de três variáveis controláveis em diferentes graus.

  1. Capital inicial: o quanto você começa. Importa, mas é o ingrediente menos determinante quando há muito tempo pela frente.
  2. Aportes mensais: o quanto você adiciona ao longo do caminho. Aqui mora a disciplina. Constância vence valor.
  3. Taxa multiplicada por tempo: o motor exponencial. Dobrar o tempo vale muito mais que dobrar a taxa, porque tempo entra no expoente.

A boa notícia: você não precisa de muito capital nem de taxa heróica. Precisa de tempo e regularidade. Quem aporta R$ 500 por mês durante 30 anos a uma taxa real de 0,6% ao mês supera quem aporta R$ 1.500 por mês durante 10 anos na mesma taxa.

Exemplo: Bia começa com 25 anos contra Carlos com 35

Bia aporta R$ 500 mensais a partir dos 25 anos. Carlos faz o mesmo aporte a partir dos 35. Ambos param de aportar aos 60 e mantêm o valor rendendo. Taxa: 0,8% ao mês (cerca de 10% ao ano).

  1. Bia aporta por 35 anos: total de R$ 210.000 colocados. Aos 60 anos, montante de aproximadamente R$ 1.876.000.
  2. Carlos aporta por 25 anos: total de R$ 150.000 colocados. Aos 60 anos, montante de aproximadamente R$ 680.000.
  3. Diferença: R$ 60.000 a mais investidos por Bia se transformaram em R$ 1.196.000 a mais de patrimônio.

Os 10 anos extras de Bia não dobraram o resultado, ele triplicou. Esse é o efeito que faz começar cedo valer mais que aportar pesado.

O efeito acelera no longo prazo

Em janelas curtas, juros compostos parecem modestos. O motor só liga de verdade com tempo.

  • Em 10 anos: o montante é majoritariamente o que você aportou. Juros respondem por menos da metade.
  • Em 20 anos: juros e aportes ficam próximos em volume.
  • Em 30 anos: juros costumam superar tudo que foi aportado. O dinheiro começa a "trabalhar mais que você".
  • Em 40 anos: a curva fica praticamente vertical no fim. Os últimos cinco anos rendem mais que os 20 primeiros somados.

Por isso a frase mais útil em finanças pessoais é "comece hoje". Esperar dois anos pra "ter mais sobra" custa muito mais que aportar menos por dois anos a mais.

Onde aplicar isso na vida real

  • Aposentadoria: começar aos 25 ou aos 35 muda o esforço necessário em ordens de grandeza. Aos 25, R$ 300 mensais bastam pra montar um patrimônio respeitável. Aos 40, o aporte equivalente sobe pra perto de R$ 1.500.
  • Reserva de emergência: CDB de liquidez diária ou Tesouro Selic rendem juros compostos sem abrir mão da liquidez. O rendimento se reinveste automaticamente.
  • Investimento de longo prazo: ações e ETFs com reinvestimento de dividendos somam o efeito composto à valorização das empresas.
  • Dívidas (o lado escuro): juros compostos contra você é devastador. Cartão de crédito a 14% ao mês dobra a dívida em cerca de 5 meses. Cheque especial é igualmente brutal. Quitar antes de investir quase sempre vence matematicamente.

Erros comuns na hora de simular

  • Dividir taxa anual por 12 para chegar na mensal: subestima ou superestima a remuneração, dependendo do sentido da conversão. Sempre use a fórmula com expoente.
  • Esquecer a inflação: R$ 1 milhão daqui a 30 anos vale muito menos em poder de compra. Use taxas reais para projeções de aposentadoria.
  • Ignorar o IR: renda fixa tributável tem alíquota regressiva de 22,5% a 15%. Para projeções líquidas, descontar a alíquota faz diferença.
  • Comparar com promessas de "rentabilidade garantida" muito acima do CDI: 2% ao mês livres de risco não existem. Quando aparece, costuma ser fraude.
  • Sacar antes do tempo: cada saque mata o efeito composto e reseta a curva. O segredo é não tocar.
  • Achar que precisa de muito dinheiro para começar: R$ 100 por mês durante 30 anos rende mais que R$ 5.000 deixados parados por 5 anos.
Dúvidas frequentes

Perguntas sobre juros compostos

  • O que são juros compostos?

    São juros que incidem sobre o saldo acumulado, e não apenas sobre o capital inicial. A cada período, os juros calculados são incorporados ao montante e passam a render junto no período seguinte. É a base matemática de qualquer investimento de longo prazo e o motivo pelo qual o tempo costuma render mais do que o valor aportado.

  • Qual a diferença entre juros simples e juros compostos?

    Em juros simples, a remuneração sempre incide sobre o capital inicial. Em juros compostos, incide sobre o saldo acumulado, somando juros sobre juros. Por isso a curva dos compostos é exponencial e a dos simples é linear. Em 30 anos, R$ 1.000 a 10% ao ano viram R$ 17.449 em compostos contra apenas R$ 4.000 em simples.

  • Como converter taxa anual para mensal?

    Use a fórmula taxa mensal = (1 + taxa anual)^(1/12) − 1. Por exemplo, 12% ao ano equivalem a 0,9489% ao mês, não 1% como costuma sair na divisão direta por 12. A divisão simples ignora o efeito composto e superestima a remuneração mensal, distorcendo qualquer projeção de longo prazo.

  • Como usar a calculadora para investimentos que pagam mensalmente?

    Use a taxa mensal diretamente para CDB, Tesouro Selic, LCI e LCA, convertendo da taxa anual quando necessário. Para Tesouro IPCA+ e prefixados, a taxa contratada vale até o vencimento; vender antes pode dar resultado diferente por causa da marcação a mercado. A calculadora não modela a oscilação do preço da cota em ações e fundos imobiliários.

  • Por que pequenos aportes mensais viram tanto dinheiro?

    Pela combinação entre tempo e juros sobre juros. Aportar R$ 200 por mês a 0,9% ao mês durante 30 anos resulta em cerca de R$ 700 mil. Desse total, R$ 72 mil foram aportes; os outros R$ 628 mil são juros que renderam sobre juros anteriores. O segredo é começar cedo, manter a disciplina e não sacar antes da hora.

  • Qual a melhor taxa para usar na simulação?

    Depende do tipo de aplicação. CDB de bancos médios costuma render 100% a 120% do CDI (entre 0,8% e 1% ao mês em 2026). Tesouro IPCA+ paga inflação somada a um juro real entre 6% e 7% ao ano. Bolsa brasileira historicamente entrega 10% a 12% ao ano em janelas longas, com volatilidade. Para projeções conservadoras de longo prazo, use 0,5% a 0,7% ao mês reais (já descontada a inflação).

  • Esse cálculo considera impostos?

    Não. A calculadora não desconta IR nem outros tributos. Em renda fixa tributável (CDB, Tesouro), a alíquota varia de 22,5% a 15% conforme o prazo, na tabela regressiva. LCI, LCA e debêntures incentivadas são isentas para pessoa física. Para projeções líquidas reais, subtraia o IR estimado dos juros acumulados antes de comparar com a sua meta.

  • Esse cálculo considera a inflação?

    Não. A calculadora trabalha com valores nominais. Para entender o poder de compra futuro, desconte a inflação esperada da taxa usada. Por exemplo, 1% ao mês com inflação de 0,4% ao mês resulta em ganho real próximo de 0,6% ao mês. Quem projeta aposentadoria precisa pensar em valor real, não nominal.

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